Os judeus sefarditas: Uma história real sobre os judeus e a inquisição

Hoje, existe uma população de judeus que chega a 14 milhões de pessoas, distribuídas em praticamente todas as regiões do mundo.

Em nosso país, de acordo com o censo feito pelo IBGE em 2010, a estimativa é que existam mais de 100 mil judeus, fazendo com que o país seja considerado como a maior comunidade de judeus da América Latina.  Além disso, não é raro pessoas procurando se possuem direito a cidadania portuguesa judeu serfadita.

Ao longo da sua existência, os judeus passaram por períodos de soberania e liberdade, assim como períodos de subjugamento e dominação por parte de outros povos, que foram descritos em diversos textos sagrados e fontes históricas. Inclusive, as crises enfrentadas por esse povo foram de grande importância para a preservação da identidade dos judeus sefarditas.

Os Nazistas, Babilônicos, Romanos e até mesmo os Egípcios já foram opressores dos judeus sefarditas, em um período coincidente com o nascimento do nosso país e a Santa Inquisição. Isso fez com que milhares de judeus buscassem um refúgio nas chamadas “terras do Novo Mundo”.

Os imigrantes e os seus descentes tiveram um papel de grande importância no desenvolver da história do Brasil e do continente como um todo, criando um alicerce para que as comunidades judaicas pudessem se estabelecer no país. Se você ficou curioso e quer saber mais sobre os judeus sefarditas, continue lendo o texto abaixo, pois nele, iremos falar um pouco mais sobre a história desse povo e a inquisição.

Portanto, para saber mais, continue a leitura e descubra.

Povo judeu na antiguidade

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Entre os anos de 63 antes de Cristo até 6 depois de Cristo, o território que hoje corresponde a Palestina e Israel era dominado pela República Romana graças a uma campanha que tinha como líder o general Pompeu.

Os romanos chamavam a região de Judéia, governada pelo imperador Herodes e posteriormente pelos seus filhos, Herodes segundo e Herodes terceiro. Ao longo do mandato do Imperador Herodes II, o lugar foi palco de um evento que seria responsável por trazer mudanças em todo o mundo: o nascimento do homem conhecido como Jesus e com seu nascimento, o surgimento da religião que conhecemos como o cristianismo.

Essa vertente religiosa acabou se espalhando de forma bastante rápida, o que causou uma instabilidade e diversas revoltas em toda a região. Isso fez com que o território fosse invadido pelo general Tito, com a missão de suprimir a revolta dos judeus. Ao longo deste episódio, os romanos causaram grande destruição de Jerusalém, destruindo o templo de Herodes, um dos locais sagrados dos Judeus. Assim, a população judaica que não foi morta acabou sendo escravizada ou precisou fugir.

E assim ocorreu a segunda diáspora, ou seja, a dispersão dos judeus pelo mundo. A primeira foi depois que os babilônios, liderados por Nabucodonosor II, destruíram o Primeiro Templo de Salomão séculos antes. De acordo com relatos, isso explicaria a origem dos judeus na península.

Com os escravos prontos para as próximas missões, o Imperador seguia a sua jornada expulsando, matando e escravizando o povo judeu. Alguns desses judeus de alguma forma conseguiram se estabelecer na área que hoje é o território da Espanha e de Portugal. As cartas de Paulo aos romanos foram escritas logo após esses eventos e também indicam que os judeus já estavam estabelecidos na área naquela época.

A perseguição, o preconceito e a prosperidade do povo judeu

Com a dispersão dos judeus, o mundo como conhecemos observou inúmeras mudanças em sua estrutura social. O cristianismo, que havia surgido como uma seita judaica, acreditando que Jesus Cristo é o Messias prometido, se transformou na religião principal de todos os romanos. No entanto, os judeus foram vistos pela população com bastante recentemente, fazendo com que eles recebessem o título de infiéis, ou seja, pessoas que não aceitam a palavra de Deus. Com isso, acabaram sendo perseguidos e mortos, de modo que não fosse possível se restabelecer.

Com a queda do Império Romano, o cristianismo continuou a ser difundido pela igreja católica e manteve o preconceito contra o judeus. no século VII, outro fator foi responsável por marcar a história de toda humanidade, qual seja o surgimento do islamismo. Essa religião surgiu na península Arábica e tinha natureza expansionista.

Outra infeliz característica sobre essa religião é que eles não simpatizavam com cristãos ou judeus. O islamismo acabou se estendendo por todo o Oriente Médio, de modo a anexar o território persa, Sírio e até mesmo a península ibérica.

Uma curiosidade sobre a conquista do território da península ibérica é que os muçulmanos foram ajudados pelo povo judeu que morava na região. Esses judeus eram bastante perseguidos pelos cristãos. Ao se depararem com o povo muçulmano, enxergaram uma chance de melhorar a sua vida na região.

Surgimento dos judeus sefarditas e a Santa Inquisição

Após o Islam estabelecer o seu domínio na região, os judeus, mesmo que não fossem vistos como pessoas importantes por este povo, devido aos ensinamentos islâmicos, ainda viviam uma vida mais tranquila e melhor.

Neste caso, vários judeus de outras partes do mundo, ao saberem da prosperidade dos seus semelhantes na península, decidiram migrar para a região, criando o que conhecemos hoje como judeus sefarditas. Isso fez com que o povo judeu subisse na classe social e mudassem de forma significativa o seu status, permanecendo além das disputas religiosas.

Eram vistos como intrometidos e intelectuais, possuidores de conhecimentos úteis em diferentes situações, o que lhes dava o prestígio de sultões muçulmanos e reis cristãos, que lutavam entre si pela supremacia na região.

Foi uma batalha feroz durante a reconquista do território perdido, que culminou no estabelecimento do domínio católico na Península Ibérica, e os sefarditas desempenharam um papel importante em ambos os lados do conflito, onde foram escalados como estrategistas, embaixadores e até mesmo conselheiros. No final do século XV, o Rei D. Manuel I e a Rainha Isabel assinaram um decreto que forçava a expulsão do povo judeu dos seus territórios.

Com isso, ficou marcado na história  o final da cultura dos Judeus Sefarditas na Ibéria e todos os seus membros foram vítimas de perseguição e morte por parte de portugueses e espanhóis.

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